Desde que descobriu que as palavras 05/06/2011
Descoberta
Desde que descobriu que as palavras 09/05/2011
Acreditar
"Acreditar no impossivelGostar do cão, do gato, da flor
Fazer passar a dor com um beijinho
Adormecer com uma história de encantar
Ter sempre a resposta na ponta da língua
Com um jeito todo peculiar
Esta é a essência do SER CRIANÇA
É esperar, acreditar e não ter medo
É viver no mundo dos sorrisos
Abrir a caixinha dos segredos
E descobrir verdades... sem medos!
"
Ana Casanova Humana
15/04/2011
No mar
Afoga um pouco no começo, cansa, desespera.
03/04/2011
Pintor das planíces
Olho o tapete verde Nem tecido
Por ninguém conhecido.
E é tão lindo
Vê-lo aparecer
Em todas as Primaveras.
Quem disse que estas terras
São desertas e feias
Nunca olhou com atenção
Para este plano chão
Onde, das mãos do Mestre,
Caiu o arco-íris,
Que com a brisa leve e quente
Espalhou contenteAs suas cores,
Por estas planícies
De tantas lendas,
De tantos amores.
15/03/2011
Somos todos iguais nesta noite
Somos todos iguais nesta noite 27/02/2011
Palhaço de mim
Tira a máscara palhaço,deixa a lágrima rolar,
Palhaço do peito de aço
caminha no teu cadafalso
nos lábios o gosto do mar.
Deixa rolar a tristeza
em gotas salobras na face
baixou o pano, certeza,
esquece a tua grandeza
tira da cara o disfarce
Chora palhaço o teu pranto
ninguém há de o perceber
pranteia só, no teu canto,
esconde de todos o espanto
d'o palhaço também sofrer
PALHAÇO DE MIM
Jorge Linhaça
07/01/2011
Eita
Na rodovia das vêias
por Liza Leal
29/12/2010
Mordaça
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Mas só se a vida fluir sem se opor
Composição: Eduardo Gudin
22/12/2010
Feliz Natal
27/11/2010
Sempre ao Seu Lado
Ligue o som.

Quando Hachiko, um filhote de cachorro da raça akita, é encontrado perdido em uma estação de trem por Parker (Richard Gere), ambos se identificam rapidamente. O filhote acaba conquistando todos na casa deParker, mas é com ele que acaba criando um profundo laço de lealdade. Baseado em uma história real, Sempre ao seu Lado, é um emocionante filme sobre lealdade.
Curiosidades:Sempre ao Seu Lado é a adaptação de um famoso conto japonês sobre um cão da raça Akita, chamado Hachiko. Este conto tornou-se símbolo da fidelidade para o povo japonês.
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Elenco
Richard Gere … Parker WilsonSarah Roemer … Andy WilsonJoan Allen … Cate WilsonCary-Hiroyuki Tagawa … KenJason Alexander … CarlErick Avari … ShabirRobert Capron … StudentDavenia McFadden … Mary AnneKevin DeCoste … RonnieForest … HachikoBates Wilder … Dog CatcherRobbie Sublett … MichaelTora Hallstrom … HeatherGloria Crist … CommuterDonald Warnock … Senior Train ConductorDonna Sorbello … MyraGary Roscoe … PedestrianOscar J. Castillo … Train station commuterMartin Montana … Train Station CommuterAdam Masnyk … Awkward Reacting BoyDenece Ryland … Miss LathamMichael Kelly … CommuterRoy Souza … Commuter #2Vincent J. Earnshaw … Train Station CommuterBen Skinner … Funeral Attendee / StudentLuke Allard … StudentRich Tretheway … MoverRob Degnan … Teddy BarnesShane Farrell … Dancer / StudentFrank S. Aronson … Milton – ButcherJoanne Fanara … CommuterIan Sherman … Student PianistMorgan O’Brien … Train commuterThomas Tynell … Man – New HomeownerRaymond Alongi … Train Station CommuterEllen Becker-Gray … Town Resident / Train CommuterGail Bugeja … Local Resident / CommuterDesiree April Connolly … Train CommuterElizabeth Freeman … StudentAlbert Gornie … CommuterPatrick Mel Hayes … Commuter / BusinessmanEdward L. Papazian … Air Line Baggage HandlerAmerico Presciutti … Train Station PassengerRich Skinner … Train Commuter
Ficha Técnica
Título no Brasil: Sempre ao Seu LadoTítulo Original: Hachiko: A Dog’s StoryPaís de Origem: EUAGênero: DramaClassificação etária: LivreTempo de Duração: 93 minutosAno de Lançamento: 2009Estréia no Brasil: 25/12/2009Estúdio/Distrib.: Imagem FilmesDireção: Lasse Hallström
Esta postagem é para homenagear
aos amantes do cinema
10/11/2010
Cais
poema e foto por Paula Barros
23/10/2010
Plebeu
Nele sobravam a perseverança
Certo dia foi revogada a lei Pagão
Enumerava as vitórias e tentos,
O grito de guerra ecoava vibrante,
Com seu sorriso puro,
Deixava sempre o castelo para conquistar
Várias vezes permutava sua túnica tradicional
Outros reis, príncipes, marajás
Após derrotar oponentes, levava a paz,
Mas um dia o rei trocou de corte,
Os súditos do sul lamentam por não ter havido
Mas tudo chegaria ao fim,
escrito em 1989 por tossan
14/10/2010
Contrastes
Os contrastes nos surpreendem,intrigam e desapontam.
Procuramos ler o motivo e atribuímos,
causas e razões....
o som de mil pingos abafando
na sua humidade o sapateardes incauto solitário
se deslocando à noite na calçada.
Mas, chuva na Primavera?
Sem justificação?
Chuva, chuva é água.
Água é vida..., quero molhar-me.
por Armindo C. Alvez
04/10/2010
Da Liberdade
A tudo satisfazer
Vai que podes!
20/09/2010
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."13/09/2010
Vales
04/09/2010
Quasar
Essa incontrolável expansão do euEssa alegria embriagada
Essa sublimação contida
E a valsa ainda descompassada.
É interação multifaceada
da forma e do conteúdo
É o cintilante e o opaco
O prazer e o desconforto
A angustia e o êxtase.
O reflexo e a inquietude
A liberdade e o limite
É oxigenação esbanjada
É feito no interior
É a alma tocando o céu!
É a tênue ligação do tudo e do nada
É o pulsar da vida
É viver!
É viver intensamente e não deixar por menos
É o avesso do avesso do avesso...
por Maria Dias
25/08/2010
Decreto
por tossan
http://klictossan.blogspot.com/
14/08/2010
Relógio
Vinícius de Moraes
photo: in natura
31/07/2010
Poesia
22/07/2010
Carapuça
É formado por contágio directo,
14/07/2010
Classe Média
02/07/2010
Bilhete
14/06/2010
Gato

Silêncio, eis a tarefa
de todos os gatos.
Poucos sabem perscrutar
(talvez ninguém em plenitude)
o grau de solidão
necessária ao saber
auto suficiente
para ser felino
e doméstico
em sua tarefa de monge
guardião do inextricável
em quem o homem
não percebe a metafísica natural,
recolhimento saber
sensualidade e aceitação.
Artur da Távola
31/05/2010
Desejo
21/05/2010
Prisioneiro do Tempo
No momento certoNo diário da vida
Eles se encontraram
Ele poeta das estrelas
Ela aprendiz do espaço
Atraídos pelo destino
Guiados por sentimentos
Separados pela distância
Passam os dias...
Correm as horas...
Minam os segundos...
Ele prisioneiro do tempo
Ela algemada a razão
Ambos seguindo a missão
Afastados em corpo
Unidos pela alma
Renascem novos dias...
Recriam novas horas...
Reconstroem os segundos...
Ele se torna vento
Ela se faz brisa
Juntos entrelaçados no tempo
Ligados pela paixão e dor
Sentenciados a viver o amor
homenagem: Tatiana Moreira
http://plantandoamor.blogspot.com/















